quinta-feira, 20 de julho de 2017

PPP - Processo de tomada de decisões democráticas


A decisão e o comprometimento de registrar o Projeto Político Pedagógico em documento próprio na escola são aspectos fundamentais, desta forma, todos se tornam responsáveis porque participam a partir de um ideal. Participam de um processo de tomada de decisões democrática.
A construção do mesmo se dá de forma coletiva, a partir de reuniões administrativas, reuniões pedagógicas, reuniões com pais, questionários, diálogos com os alunos, encontros do corpo docente na escola, leitura de livros, polígrafos, documentos, leis e pareceres.
O Projeto Político Pedagógico aponta novas alternativas, define objetivos, metodologias, descobre potencialidades e oferece autonomia à escola, ao mesmo tempo em que é vivenciado em todos os momentos, por todos os envolvidos no processo educativo.
Sabemos que o momento de construção e implementação poderá gerar conflitos, evidenciando-se limitações, rupturas, tomada de decisões, momentos de estudo e reflexão da prática realizada e da prática que almejamos realizar. Este documento tem como objetivo principal reunir o olhar de todos os segmentos envolvidos no processo educativo com intuito de planejar o que temos a intenção de fazer e avaliar o que estamos fazendo até o momento.

Referência:
SILVA, Maria Beatriz Gomes da; BAIRROS, Mariângela Silveira. PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO E REGIMENTO ESCOLAR: ESPAÇOS PARA A CONSTRUÇÃO DE UMA ESCOLA PÚBLICA DEMOCRÁTICA. Disponível em: https://moodle.ufrgs.br/pluginfile.php/2010317/mod_resource/content/2/PPP.pdf Acesso em: 19 de julho de 2017.

Vídeo - Nós da Educação - Ilma Passos Alencastro Veiga. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?time_continue=21&v=k_I6M3lW6ss Acesso em: 19 de julho de 2017.

 


terça-feira, 18 de julho de 2017

Continuar Acreditando!

A partir das conversas em relação aos conceitos estruturantes, como coloquei no fórum, mais uma vez afirmo que percebo diariamente na escola em que trabalho uma Gestão Democrática a partir das seguintes ações, professoras tem total autonomia em relação às práticas desenvolvidas nas salas de atividades, são ouvidas quando surgem dúvidas, e recebem apoio quando necessário vejo valorização, seguidamente somos parabenizadas pelas ações realizadas.
Em relação a conflitos, sempre surgem, e cada caso é tratado de forma singular, sendo a maioria das vezes sigiloso, com ética, para preservar as partes envolvidas.
A comunidade escolar, professores e funcionários participam das decisões, são convidadas a contribuírem, inclusive nos momentos em que vem a verba, na qual é colocado uma lista a disposição para colocarmos o que é necessário comprar, e a partir das sugestões é feito uma votação para o que achamos mais urgente.  
A comunidade é tratada como um parceiro constante da escola, é acolhida, respeitada e valorizada, cada família com sua singularidade. Por várias vezes a diretora sem citar nomes, nos colocou a par de algumas situações de urgência destas, sendo necessário o apoio voluntário da equipe escolar, que sempre fez questão de ajudar.  
Também são disponibilizadas em nossos murais, além das informações, como cardápios, calendário, reuniões entre outras, e dos bilhetes enviados nas agendas, são expostas quinzenalmente algumas atividades realizadas pelas turmas, para que os familiares possam acompanhar e valorizar as construções realizadas pelas crianças.
Não estou afirmando que a escola é totalmente democrática ou perfeita, mas percebo que todas são responsáveis e participam coletivamente a partir de um ideal, pelo que acham melhor para todos que compõem o grupo escolar, e para os próximos que virão a compor. Mudanças sempre são necessárias, temos consciência disso!


segunda-feira, 17 de julho de 2017

O terror chamado Avaliação!

Durante algum tempo a avaliação para mim foi como um “mostro”, que medo!

Atualmente quando chega esse período na escola, já não fico mais tão nervosa como antes, até falo que gosto de fazer, de escrever sobre as vivências das crianças.

Mas confesso que esse tema ainda me inquieta bastante, principalmente quando surgem conversas a respeito, e algumas pessoas fazem suas colocações, que é totalmente diferente do que você acredita.

Em primeiro lugar falar em avaliação, é falar sobre relatórios de avaliação e não de parecer descritivo. Pois os relatórios são as histórias de vida das crianças, e o parecer é o que parece ser. Como assim parece, me pergunto  como vou dar um parecer se os que as crianças vivenciam são as experiências que proporcionamos através de diversos repertório que elas nos indicam a partir de suas falas e ações.

E se acredito que elas aprendem com o meio e com o outro, como posso julgar esses momentos de aprendizagens, dizendo o que fez ou não fez, que está certo, ou errado, se é ou não capaz.

Tenho é que me avaliar, pois para avaliar o outro preciso saber o que estou vendo, ter um olhar sensível, coletar dados, criar estratégias para ajudar nas aprendizagens.

E como diz a Mestra Jussara Hoffmann, “ter atenção ao processo de conhecimento, interpretando-as, refletindo, e investigando teoricamente razões para soluções apresentadas”. Para assim promover a criança moral e intelectualmente.

Referência:

Avaliação na Educação Infantil. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=A74gphe1nT4 Acesso em: 17 de julho de 2017.

Currículo e Avaliação da Educação Infantil - Entrevista com Rita Coelho, do MEC. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=YcbA384-bVQ Acesso em: 17 de julho de 2017.

Currículo e Avaliação da Educação Infantil - Entrevista com Zilma de Oliveira, da USP. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=xpqCxsb6P1k Acesso em: 17 de julho de 2017.

 

domingo, 16 de julho de 2017

Professor Reflexivo

          Analisando minhas práticas, percebi que juntamente com as crianças estou refletindo a todo o momento em que as observo, que pesquiso, que elaboro a partir de suas ações para assim poder ajudá-las na construção das aprendizagens.
Através das análises que eu e a colega realizamos de nossos blogs, percebemos que minhas postagens estão melhores, pois em consenso, vimos que as de conceitos reflexivos aumentaram.
Confesso que fiquei feliz em ver as análises dela, me senti como se precisasse dessa afirmação para me convencer dos números que também analisei.
Sei que ainda preciso melhorar ler e escrever mais, pois só assim conseguirei êxito. Mas estou animada, já é um começo!
“A formação do professor reflexivo precisa ser concretizadas em estratégias que favoreçam a compreensão de si mesmo, do sentido da profissão e da sua atuação como professor”. (ALARCÃO, 1996).


Referência:
ALARCÃO, Isabel (ORG); Formação reflexiva de professores - Estratégias de Supervisão. Editora Porto; Porto; Portugal; 1996.

sexta-feira, 14 de julho de 2017

Mudanças acontecem sim!

          Penso que por medo do novo, de errar, ou até de “passar vergonha”, muitas vezes aceitamos comportamentos limitados que são impostos pela sociedade.
Cito um exemplo: Estava assistindo uma palestra na qual todos que estavam presente eram profissionais formadas, professoras. O assunto todas dominavam de certa forma, pois foi falado coisas de nosso cotidiano dentro de sala de aula. Mas quando nos foi solicitado perguntas ou dúvidas, ninguém respondeu, fez-se um silêncio.
E após se ouve, “Bem capaz que eu ia me expor, passar vergonha”, “E se eu perguntar será que vão me achar burra?”, “Eu não tenho coragem de perguntar”.
Apesar de todas as transformações ocorridas ao longo dos anos, às vezes continuamos ligados ao um modelo tradicional e conservador que muitas vezes determina os padrões de comportamento, seja em casa ou no trabalho. Fazer sempre a mesma coisa, e ainda falar, “minha mãe me ensinou assim”, ou, “foi assim que aprendi”, e assim não aceitar a mudança, na verdade não querer mudar.
Algumas vezes nem percebemos que fazemos assim, estamos condicionados, não conseguimos enxergar além, isso faz parte da nossa cultura, de nossas vivências anteriores e/ou atual.
Mudanças podem acontecer, mas não é fácil, precisa ser construída aos poucos. Em alguns casos, é preciso ter autoestima, é querer, é acreditar em si e se permitir acreditar no outro também.
Como aconteceu comigo, nunca pensei em ter carteira de habilitação, mas a convivência com meu atual esposo, que me deu incentivo e me fez ver além, hoje tenho outro pensamento, e já estou até prestes a fazer a prova.  
Cada pessoa tem um olhar, na qual defende conforme o que vivencia e acredita.      Adriana Guerra


quinta-feira, 29 de junho de 2017

Acreditar sempre!

Acredito que existam escolas com Gestão Democrática. Vejo a que trabalho com as características Autogestionária, Interpretativa e Democrática-Participativa.
Acordo diariamente entusiasmada e com vontade de ir trabalhar, pois além de amar o faço, gosto muito desse ambiente, em que as relações e as interações são valorizadas, e todos são responsáveis porque participam a partir de um ideal.
As decisões são baseadas nas construções coletivas que incluem a comunidade, que é valorizada e tratada como um parceiro constante na escola.
Lá percebo que todos são acolhidos e cada um é respeitado em sua individualidade.
A Equipe é participativa e reflexiva, acredita que a formação de professores é muito importante para futuras mudanças.
Acho bem importante falar que apesar de termos algumas coisas a cumprir, como algumas datas, e outras burocracias, temos autonomia na maioria de nossas ações, principalmente em relação nas que envolvem as crianças.
Referências:

LIBÂNEO, José Carlos. Organização e gestão da escola: teoria e prática; 6ª edição, São Paulo, Heccus Editora 2013

quarta-feira, 28 de junho de 2017

Como é difícil avaliar

Ao iniciar a atividade de análise do Blog de uma colega, pensei, vai ser fácil, é só ler, mas não foi, tive que ler, reler e pensar, tentar me colocar no lugar dela, para buscar entender o que queria expressar, para assim poder colocar no conceito certo. Foi a melhor maneira que achei para tentar fazer corretamente a análise.
            Percebo que para mim foi bem difícil, não é fácil ter que avaliar o outro, como também vejo que não é fácil se auto avaliar.  Acho que ajudaria, ou seria mais fácil se nós que avaliamos pudéssemos colocar os conceitos, que os mesmos não viessem já prontos. Pois algumas leituras me deixaram com dúvidas nos momentos de classificar.
            Enfim, acredito que o ato de avaliar precisa de um olhar sensível, digo, que esse olhar, seja sempre intenso, que tenha um alcance maior, que veja além, que consiga chegar até a essência do que está sendo apresentando, e assim tentar entender o outro em sua singularidade.