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quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Desenvolvimento afetivo II - Ego, Id e Superego

 Id, Ego e Superego, escolhi este texto de Moacyr Scliar, pois além de mostrar a função de cada um, achei bem divertida a história.

        Freud e o carnaval1
                                                                  Moacyr Scliar
   A nossa mente é como uma casa em que vivem três habitantes.     
    No térreo, mora um sujeito simples e meio atucanado chamado Ego. Ele não é propriamente o dono da casa, mas cabe-lhe pagar a luz, a água, o IPTU, além de varrer o chão, lavar a roupa e cozinhar. Como essas tarefas fazem parte da vida cotidiana, Ego até não se queixa. O pior é ter de conviver com os dois outros moradores.
    O andar superior é decorado em estilo austero, com estátuas de grandes vultos da humanidade e prateleiras cheias de livros sobre leis e moral. Ali vive um irascível senhor chamado Superego, que dedica todos os seus esforços a uma única causa: controlar o pobre Ego. Quando Ego se lembra de uma boa piada e ri, ou atreve-se a cantar um sambinha, Superego bate no chão com o cetro que carreta sempre, exigindo silêncio. Se Ego resolve trazer para casa uma namorada ou mesmo uns amigos, Superego, de sua janela, adverte que não quer festinhas em domicílio.
    No porão, sujíssimo, mora o terceiro habitante da casa, um troglodita conhecido como Id, que não tem modos, não tem cultura e, na verdade, mal sabe falar. Em matéria de sexo, porém, tem um apetite invejável. Superego, que detesta essas coisas, exige que Ego mantenha a inconveniente criatura sempre presa. É o que acontece durante todo o ano.
    No carnaval, contudo, Id se solta. Arromba o portão do porão e vai para a folia, arrastando o perplexo Ego, que, num primeiro momento, resiste, mas depois acaba aderindo. E aí são três dias de samba, bebidas e mulheres.
    Quando volta para casa na quarta-feira, a primeira pessoa que Ego vê é o Superego, olhando-o fixo da janela do andar superior. Ego sabe que errou e, humilde, enfia-se em casa, abre a porta do porão para que o saciado Id volte a seu reduto, e aí começa a penitência, que durará exatamente um ano.
    De vez em quando, Ego tem um sonho. Imagina que os três fazem parte de um mesmo bloco carnavalesco e que, juntos, se divertem a valer. O Superego é, inclusive, o folião mais animado. Mas isso, naturalmente, é apenas um sonho.
 
1 Zero-Hora, 08 de fevereiro de 1997.

Questões do Inconsciente

  
      Nessa aula, que foi bem animada, a professora solicitou que o grupo realizasse uma dinâmica. Cada grupo representou abordando alguma questão do inconsciente. 
    Gostei da proposta, pois a dinâmica serviu também para socializarmos e descontrair, pois estamos iniciando.


          Ao assistir o vídeo Paradigma Psicanalítico na Educação 1, no qual Sigmund Freud fala sobre a descoberta de importantes novos fatos do inconsciente, da vida psíquica e o papel dos desejos dos instintos. E a partir dessas descobertas nasceu uma nova ciência, a psicanálise, uma parte da psicologia.
    Mostra que o homem não é transparente a sua própria consciência. Uma grande parte da sua vida mental, ocorre a despeito das suas intenções racionais, mais justamente aquelas que são decisivas, que são determinantes na sua vida, numa parte das vezes, são expressões na quilo que no fundo ele deseja, que ele tem como fantasia, mas que não necessariamente passa pela mediação nem da consciência, nem da razão.
      Aprendi que a partir dos sonhos, se chega ao inconsciente, que o ato falho, fala do inconsciente. Mas para chegar na nossa consciência, ele usa dois processos, que é o deslocamento e condensação.