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quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Pensamento Crítico

A partir dos estudos sobre pensamento crítico, e as diferenças entre argumento e explicação, lembrei-me de uma das situações que já vivenciei na escola.
Atualmente tenho duas turmas de jardim, a situação que irei descrever aconteceu com a mãe de um aluno autista da turma da tarde, que também é professora da rede municipal de Novo Hamburgo.
No momento da chegada ela me fez alguns questionamentos bem pontuais, mostrou preocupação em relação ao relacionamento de seu filho com algumas crianças específicas, e também sobre como estávamos atendendo as vontades e necessidades dele durante a rotina.  
Mesmo estando na porta acolhendo as crianças que chegavam, acho fundamental dar atenção quando os responsáveis solicitam tirar dúvidas, e dependendo do assunto, e de sua importância, marco um horário específico juntamente com a coordenação. Mas nesse dia foi bem tranquilo, respondi uma a uma as perguntas que ela foi fazendo.
Após o breve momento, a mãe me agradeceu e saiu demonstrando estar satisfeita com a nossa conversa, e a estagiária que esteve o tempo todo acompanhando com um olhar atento falou, “Adri, ainda bem que você tem bastante argumentos, respondeu super bem sobre as dúvidas dela”, “Se eu estivesse sozinha não ia saber como responder”.
Respondi para ela o que sempre falo para qualquer pessoa. Que sempre quando precisamos falar e/ou defender o que acreditamos, devemos ser verdadeiros, colocar sempre a verdade, para evitar nunca perder a confiança do outro. Temos que estar munidos de informações que nos ajudem a mostrar e sustentar que estamos certos, caso contrário tudo o que falarmos será em vão.
Citei essa situação da escola, pois acho muito importante dominar, conhecer “tudo” que diz respeito às crianças que atendemos. E de ter com os responsáveis essa relação aberta, de confiança mútua, para que através do dialogo possamos estar sempre a par do que a criança vivencia, e assim poder entendê-la melhor durante algumas situações que surgem.   

Referência: