A
partir dos estudos sobre pensamento crítico, e as diferenças entre argumento e
explicação, lembrei-me de uma das situações que já vivenciei na escola.
Atualmente
tenho duas turmas de jardim, a situação que irei descrever aconteceu com a mãe
de um aluno autista da turma da tarde, que também é professora da rede
municipal de Novo Hamburgo.
No
momento da chegada ela me fez alguns questionamentos bem pontuais, mostrou
preocupação em relação ao relacionamento de seu filho com algumas crianças
específicas, e também sobre como estávamos atendendo as vontades e necessidades
dele durante a rotina.
Mesmo
estando na porta acolhendo as crianças que chegavam, acho fundamental dar
atenção quando os responsáveis solicitam tirar dúvidas, e dependendo do assunto,
e de sua importância, marco um horário específico juntamente com a coordenação.
Mas nesse dia foi bem tranquilo, respondi uma a uma as perguntas que ela foi fazendo.
Após
o breve momento, a mãe me agradeceu e saiu demonstrando estar satisfeita com a
nossa conversa, e a estagiária que esteve o tempo todo acompanhando com um
olhar atento falou, “Adri, ainda bem que você tem bastante argumentos,
respondeu super bem sobre as dúvidas dela”, “Se eu estivesse sozinha não ia
saber como responder”.
Respondi
para ela o que sempre falo para qualquer pessoa. Que sempre quando precisamos
falar e/ou defender o que acreditamos, devemos ser verdadeiros, colocar sempre
a verdade, para evitar nunca perder a confiança do outro. Temos que estar
munidos de informações que nos ajudem a mostrar e sustentar que estamos certos,
caso contrário tudo o que falarmos será em vão.
Citei
essa situação da escola, pois acho muito importante dominar, conhecer “tudo”
que diz respeito às crianças que atendemos. E de ter com os responsáveis essa
relação aberta, de confiança mútua, para que através do dialogo possamos estar
sempre a par do que a criança vivencia, e assim poder entendê-la melhor durante
algumas situações que surgem.
Referência: