sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Método Clínico Crítico Piagetiano

Conforme escrevi no fórum, quando conheci o Método Clinico pensei que fosse fácil, pois em sala algumas de minhas práticas são parecidas com esse método.
Método Clínico-Crítico utilizado por Jean Piaget em suas pesquisas tem como característica principal a intervenção sistemática do experimentador diante da conduta do sujeito, seja na relação verbal e ou na manipulação de objetos com explicação, por meio de respostas às explicações ao conteúdo em questão, dadas pelo sujeito. Deval (2002).
Comparei o método com as intervenções que faço em sala, quase sempre nos momentos de roda. Em que utilizo as plaquinhas da chamadinha, ou após alguma história em que possa explorar o material afim de desenvolver as aprendizagens de maneira lúdica.
Mas descobri, a partir das leituras e dos vídeos disponibilizados que o atendimento tem que ser individual, que é necessário deixar a criança falar, e é preciso ser cauteloso ao realizar as perguntas para que não haja qualquer interferência do pesquisador (a professora).
Os passos da atuação do pesquisador que utiliza o método clínico devem ser o atendimento ao sujeito de maneira individual, a colocação de uma situação-problema posta ao sujeito, o qual deve explicar ou resolver, o estabelecimento de uma relação interativa entre experimentador e sujeito investigado, em que o experimentador observe o comportamento do sujeito. Segundo Deval (2002).
Ficou claro que o aspecto fundamental do método é a interação entre pesquisador e pesquisado, e que a essência do método é a investigação do pensamento da criança. 
Para a aplicação do mesmo, será faz necessário aprofundar mais meus conhecimentos. Pois o que parece simples, com certeza não é.
Como nos diz no texto é preciso um rigor na sistematização dos dados e principalmente produzir algo para além do diagnóstico do pensamento infantil que o método possa a vir a contribuir para a construção de noções e representações importantes para a evolução do conhecimento dos aprendizes . 
PEREIRA, Denise Rocha. REFLEXÕES SOBRE O MÉTODO CLÍNICO CRÍTICO-PIAGETIANO: TEORIA E PRÁTICA. Disponível em: <https://moodle.ufrgs.br/pluginfile.php/2211109/mod_resource/content/7/M%C3%A9todo%20cl%C3%ADnico-cr%C3%ADtico%20Piagetiano.%20Pesquisas.%20Epistemologia%20gen%C3%A9tica.pdf> acesso em: 16 de janeiro 2018.

Mike Kowalski

Hoje quero apenas compartilhar um momento, uma de minhas vivências em sala que lembrei quando estava vendo o filme, O Líder da Classe – Síndrome de Tourette, no momento em que ele respondeu a seguinte pergunta: Qual a coisa mais importante que você tem para ensinar? E ele respondeu que além da matemática, da geografia, do português, “Tudo bem ser você mesmo, tudo bem colorir do lado de fora das linhas se você é assim”.
Solicitei as crianças para fazer um desenho para a capa do Portfólio, cada um a sua maneira, que fizesse o que gostaria. Foi quando um dos meninos perguntou, “Profe. posso fazer o Mike?”, e eu respondi - claro, o desenho que vocês quiserem!
Então enquanto ele e alguns colegas ficaram desenhando, eu fiquei dando atenção ao restante da turma de acordo com as necessidades que surgiam.
Foi então que ele disse, “Profe. acabei!”, e me entregou a folha. Nesse momento devo ter feito uma expressão engraçada, com certeza diferente de surpresa, pois ele deu um sorriso lindo de satisfação.
Após eu perguntei, quem é esse? “É o Mike Kowalski”, e eu perguntei do desenho dos Monstros SA? E ele sorridente afirmou. E eu fiquei muito surpresa e orgulhosa, e disse isso para ele.

   

E quando cheguei em casa mandei a foto pelo celular para meu filho, que imediatamente me mandou o nome do personagem, e perguntou quem desenhou.
Também pensei, a importância que tem essa “liberdade” que proporcionamos as crianças, de poderem se expressar, ter autonomia de fazer o que querem e o que gostam a sua maneira.
Nos trazem retornos incríveis, e não me refiro somente aos registros gráficos.

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Síndrome de Tourette

Hoje quero falar sobre um filme que assisti. Confesso que não conhecia, mas a Interdisciplina de Psicologia me apresentou.
Gostei muito “O Llíder da Classe”, que conta uma linda história de um Super Professor que tem Síndrome de Tourette.
Além de ser emocionante, mostrar superação, ser reflexiva e triste em alguns momentos, eu conheci essa síndrome que nunca tinha ouvido falar.
A cada momento do filme fui ficando cada vez mais entusiasmada com o comportamento do professor com as crianças e das crianças com o professor. Achei encantador, por várias vezes me encontrei nas cenas que mostraram muitas coisas que já faço, e outras que me inspiraram a ir mais além.
E mesmo que eu tenha percebido algumas diferenças, digo, coisas que não faria, continuo afirmando que ele é um super professor, um modelo que podemos seguir.
Cito algumas falas do filme
·         “Minha doença nunca foi problema”
·         “Eu nunca trabalharia para um homem que não liga para os alunos”
·         Sobre um professor inspirador, que tipo de professor é esse? “Aquele que torna possível uma criança aprender mesmo ela sendo diferente”.
·         Eu adoro ensinar para o segundo ano, as crianças ainda tem a mente aberta. Você consegue manter uma certa disciplina, mesmo eles sendo tão abertos? “Eu faço eles entenderem quais são os limites”.
·         Qual a coisa mais importante que você tem para ensinar?
“Tudo bem ser você mesmo, tudo bem colorir do lado de fora das linhas se você é assim”.



Para Vencer as Barreiras da Inclusão

A partir de alguns materiais disponibilizados na Interdisciplina de Educação de Pessoas com Necessidades Educacionais Especiais, conheci a Nota Técnica 04/2014 do MEC/SECADI/DPEE, e dois Vídeos que me ajudaram a ampliar meus conhecimentos, “Deficiências e Diferenças”, e “O papel da escola, do professor e da educação inclusiva.
Conforme a leitura realizada da Nota Técnica, acredito que a mesma irá compensar um “pouco” as desigualdades em relação a não ser imprescindível mais a apresentação de laudo médico para que as crianças com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento ou altas habilidades/superdotação possam ser favorecidas as condições de participações e de aprendizagem, uma vez que o AEE caracteriza-se por atendimento pedagógico e não clínico.
Em relação aos vídeos, gostei muito da parte em que o Professor Carlos Skliar fala sobre a escola com hospitalidade, de receber o outro e oferecer tudo o que temos para lhe dar, sem se importar quem é o outro.
Precisamos vencer a discriminação, mas como desconstruir este estigma? Penso que o acolhimento é muito importante para que aja uma convivência e uma participação maior.
“É a convivência que me faz pensar no outro, e me colocar no lugar do outro, e o outro se colocar no meu lugar” Dra. Izabel
Precisamos deixar que as pessoas tenham autonomia, o direito de escolha, deixar que falem, se expressem a sua maneira.  
Conforme o vídeo a Dra. Izabel, “A diferença que traz valor, que agrega importância a cada um de nós, pois somos singular, não somos iguais, trazemos desejos, vontades e potencialidades”.
Referência:

Vídeo - Deficiências e Diferenças. MAIOR, Izabel; BEZERRA, Benilton. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?time_continue=14&v=29JooQEOCvA> acesso em 03 de novembro 2017.

Vídeo - SKLIAR, Carlos. O papel da escola, do professor e da educação inclusiva. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?time_continue=226&v=sFU02gs-MWk> acesso em: 14 de outubro 2017.


Conhecendo Lelê


Durante o desenvolvimento de uma de nossas nas de histórias perguntei se algumas das crianças sabiam o que significava a palavra diversidade, ou se já tinham escutado.
Uma das meninas levantou a mão e disse, “Eu sei, é diversão!”. Então perguntei para o restante do grupo se concordavam com ela, e a maioria das crianças disseram sim, outras não quiseram falar.
Continuando perguntei, - Todos somos iguais? E as crianças responderam, “Não!”, e começaram a nomear o que temos de diferente, como: Cabelos, olhos, nariz, boca, calçados, as cores das roupas. Percebi que nenhuma criança falou sobre a cor da pele. Resolvi também não colocar nada sobre essa diferença no momento.
Então dando continuidade apresentei a história, “O Cabelo de Lelê” de Valéria Belém.
Durante o desenvolvimento da história, as crianças mostraram diversas expressões em relação aos cabelos de Lelê. Em suas falas trouxeram, “Que linda a Lelê”, “Que bonito os cachinhos dela né profe.”, “Olha! Quantas Lelê”.
Após algumas crianças solicitaram o livro, mas antes conversamos sobre a história. Ficou claro que o que mais perceberam foram às diferenças em relação aos penteados que o livro mostrou.
Falei um pouco sobre o porquê de cada um de nós termos um tipo de cabelo, que seria devido às características de nossos familiares, como: mãe, pai, avós, e avôs.
A partir desta atividade, solicitei fotos de familiares para que juntos pudéssemos olhar e perceber as diferentes características que herdamos dos mesmos.
Percebi que as crianças se mostraram interessadas a todo o momento,  tivemos uma manhã rica em relação as novas descobertas e experiências que vivenciamos durante esse período, como no momento em que algumas meninas solicitaram que eu fizesse penteados nelas igual a alguns que vimos no livro. E os meninos não ficaram de fora nessa hora, os que quiseram nos ajudar foram bem vindos e fizeram parte da brincadeira ajudando a pentear e arrumar os cabelos das meninas, inclusive alguns deles também solicitou que arrumassem o seu. 
                  


Entre os Muros da Escola

Falando sobre o filme, percebi que o mesmo mostra a realidade do que escuto quase que diariamente de algumas colegas, amigos e alunos que frequentam a escola de Ensino Fundamental.
É tão triste ver um filme e saber que o mesmo está retratando uma realidade que acontece nos ambientes escolares de muitas escolas que conhecemos.
Tenho certeza que vários professores mesmo sabendo dessa realidade também ficam tristes, e até chocados quando olham um filme como esse e sabem que realmente é essa a realidade que vivenciamos dentro da maioria das escolas.

Acredito que o que falta é o respeito e amor com o outro. E não me refiro somente aos alunos, e sim a todos que fazem parte do ambiente escolar, incluindo a comunidade e autoridades responsáveis.

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Ouvir sem julgar

Refletindo sobre o impacto das redes sociais na vida das pessoas atualmente, pensava ser impossível alguém não se conectar diariamente.
Apesar de saber que muitas pessoas não tem acesso à internet por muitos motivos, confesso que fiquei admirada por receber a seguinte resposta, “Eu não tenho whatssapp, e nem facebook”.
Na verdade fiquei é sem palavras, e ainda em “choque” pensei como assim não tem? Também me senti com vergonha por alguns segundos, mas em seguida para me salvar daquele momento ela disse sorrindo, te dou o meu número!
Pensando bem, percebo que a minha reação foi normal em relação a nossa atualidade virtual, e fico um pouco triste, pois isso não é bom, eu não aceitei no primeiro momento que uma pessoa não pudesse ter redes sociais, e mesmo sendo involuntariamente não respeitei sua opção de vida reagindo daquela forma, como se ela estivesse errada.
Mas uma lição eu tive, isso me levou novamente a refletir sobre os pré-julgamentos que fazemos com os outros. 
Referência:
Vídeo com Leandro Karnal - O impacto das redes sócias na vida das pessoas. Disponível em: < https://www.youtube.com/watch?time_continue=1&v=crlhoz7IVeY> acesso em 23 de setembro 2017.